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domingo, 12 de junho de 2011

Um Artigo Para Solteiros

Neste dia dos namorados, irei escrever aos solteiros! Você está se sentindo encalhado? Vê seus amigos com alguém nesse friozinho de inverno e pensa na sua única companhia gélida de seu computador por conta de seus dedos descobertos em cima de seu teclado? Calma! Há muita coisa boa em ser solteiro!
Estava trocando uma ideia com a Isabel da Rede da Juventude quando ela me disse que acharia interessante um texto sobre esperar em Deus. Deixe-me indagar. Você espera um relacionamento afetivo em Deus? Há quanto tempo? 1 mês? Talvez 6 meses? 1 ano, quem sabe? Alguém aí há 2 anos ou mais? Não, eu não estou querendo deixar você na seca! Mas saiba que é possível!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Festa Junina e Cristianismo

Crente participa de Festa Junina???

Essa é mais uma daquelas da série "pode ou não pode" que os crentes adoram. Eu pra não fugir a regra, vou tentar ser claro e colocar a percepção Bíblica sobre o assunto. Antes que me crucifiquem, saibam que essa foi uma indicação do Renato Vargens!


Bem, a pergunta que me vem a mente é "porque não participar?" Alguns dirão, porque é idolatria. Outros dirão, porque o folclore é muito místico e cheio de alusões a seres míticos. Porém eu digo, qual o controle que essas coisas tem sobre a minha vida? Qual influência essas coisas geram sobre mim?

O problema de participar de festa junina está no culto a São João por exemplo, mas hoje em dia, não existe mais isso, salvo alguns locais no nordeste do Brasil. Mas em geral, festa junina é sinônimo de reunião de jovens e famílias para lazer. Gente que sai de casa pra comer um milho verde ou uma maçã do amor, nada sério.

Porém, nós crentes fazemos um cavalo de batalha afirmando que essas coisas são consagradas a ídolos e etc. Também tem o caso da quadrilha, onde as crianças são convidadas a participar e os pais crentes santarrões que são, proíbem a pobre da criança de dançar. Qual o embasamento disso? Nunca vi uma quadrilha onde as crianças fossem obrigadas a entoar um cântico de adoração a São João, ou no meio da dança orar para entidades. Apenas dança, apenas cultura.

Você até pode discordar de mim, mas saiba que se não estivermos antenados culturalmente falando, prontos para responder as perguntas de nosso tempo, faremos de nossos filhos crianças aliendadas e espiritualmente fracas em suas convicções a ponto de não poder participar de uma festa na roça por conta de especulações sobre idolatria.

A única coisa que você deve atentar é sobre sua consciência. Pecado não é, mas se sua consciência te acusar, não faça.

E no mais, tudo na mais santa paz!



Fonte: Blog do Pr Márcio de Souza

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A origem do Halloween

A paz!
Recebi esse estudo por e-mail e gostaria de compartilhar.
Deus abençoe a todos!

No ano de 835 d. C., que o papa Gregório III, permitiu que os territórios recém ocupados pela Igreja, como a Irlanda, combinassem o antigo ritual de Samhain com as tradições cristãs, sendo a partir desta data que o Dia de Todos os Santos, que era celebrado no mês de maio, fosse transferido para 1 de novembro. E do inglês antigo "Hallowed", que significa "All Hallows Eve", em bom português "Noite de Todos os Santos", surgiu o termo Halloween.

Os fundadores dos Estados Unidos não permitiram a celebração desse dia porque sabiam que era uma festividade pagã. Mas, em 1840, os primeiros imigrantes irlandeses, em busca de prosperidade, foram viver nos Estados Unidos, Canadá e outros países e junto com eles, levaram seus costumes.


“Trick or Treat” – Truque ou Prenda/ Doces ou Travessuras, Abóbora como luminária e Fantasias

Existem algumas práticas que originaram esse “costume” do Halloweem atual.

Para realizar seus rituais com sacrifício humano, os druidas exigiam dos camponeses as filhas mais velhas virgens para serem ofertadas a seus “deuses”. Se a família se recusasse, eles invocariam demônios para atormentar aquela família até a morte. Os demônios não matavam as pessoas, mas as levavam a cometer o suicídio. Se a família entregasse a filha para o sacrifício, recebia dos druidas a abóbora com a caricatura recortada e vela dentro para “avisar” aos demônios que aquela família não deveria ser atormentada.

Os celtas também acreditavam que enquanto as almas pecadoras esperavam pelo seu julgamento, o seu deus Samhaim as libertava por uma noite, em 31 de outubro. Eles criam que essas almas iam até as casas das pessoas, que as esperavam com um banquete sobre a mesa, e temiam esses espíritos, que segundo a sua crença poderiam machucá-los e até mesmo matá-los se os sacrifícios oferecidos não agradassem à Samhain. Com a intenção de manter os espíritos longe de suas casas, as pessoas esculpiam rostos demoníacos em abóboras e nabos grandes e colocavam velas dentro.

Os druidas e celtas também acreditavam que na noite de 31 de outubro, a noite de Samhain, voltava com os espíritos dos não vivos. Segundo essa crença, todos que morreram ao longo daquele ano regressavam à procura de corpos vivos para possuir e usar até a próxima noite de 31 de outubro. Fogueiras eram acesas nas colinas para afugentar tais espíritos, enquanto que as tochas dos vilarejos eram apagadas para que o local fosse considerado frio e sem vida pelas almas e estas não circulassem pelo lugar. Alguns grupos de moradores das aldeias utilizavam "fantasias" e máscaras a fim de assustar os espíritos que procuravam corpos para possuir.

Para o povo celta, os espíritos malignos eram apaziguados quando se deixava comida para eles (comentário meu: parece o canbomblé com as macumbas, despachos...) Com o passar do tempo, os mendigos começaram a pedir alimentos em troca de orações para pessoas mortas. Após o fim da civilização céltica, através de uma lenda irlandesa, a frase ‘trick or treat’ teria ficado marcada graças a um homem que conduzia uma procissão que tinha como objetivo arrecadar oferendas de agricultores para que as colheitas não fossem devastadas por demônios. O tal homem ameaçava então os plantadores para que eles dessem comida, caso contrário, sofreriam com a travessura das almas maléficas em suas plantações.

...
As lanternas feitas em abóboras, conhecidas como Jack-O-Lanterns. De acordo com uma lenda irlandesa, um homem chamado Jack encontrou com o diabo no dia 31 de outubro, mas conseguiu enganá-lo evitando a morte. Porém, um ano depois, na mesma data, Jack faleceu e foi proibido de entrar no céu por ser um homem grosso e avarento. Sem alternativa, foi para o inferno, porém o diabo não permitiu que ele ficasse ali. Com pena da alma penada, o diabo joga uma brasa para que esta vague eternamente pelo limbo. Para que ela não se apagasse, Jack a colocou dentro de um nabo. Quando a tradição chegou à América, as lanternas de Halloween começaram a serem feitas em abóboras, por serem maiores e mais abundantes. De acordo com a lenda, é possível ver nas áreas rurais irlandesas uma luzinha fraca na noite de Halloween por entre as árvores. Trata-se de Jack procurando por um lar.

No Brasil

No Brasil, a festividade começou a ganhar adeptos no final nos anos 80, quando começaram a ser organizadas festas, as primeiras através de cursos de inglês.


Halloween Atualmente

Não é segredo a existência das Igrejas de Satanás, cuja sede é em São Francisco – Califórnia. Alguns ex-bruxos e ex-satânicos convertidos relatam a prática atual de sacrifícios humanos ocultos à satanás, sendo uma das datas a de 31 de outubro.

Também relatam que não é acidente quando colocam pedaços de navalhas para cortar, agulhas, drogas e veneno nos doces dados às crianças com a intenção de que essas crianças feridas ou até mesmo mortas devido à ingestão desses doces são sacrifícios oferecidos à Samhain (Satanás).


...Analisando...

Depois de ler tudo isso, depois de estar esclarecido e não poder alegar ignorância quanto ao significado do Halloween, você ainda assim pensa em partilhar seu prato com Satanás participando da sua festa?

Atente para os avisos escritos pelos Apóstolos na Bíblia:

I CORÍNTIOS 10

20 – Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios.

21 – Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios: não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.


EFÉSIOS 5

11 – E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as.


Que o Senhor nosso Deus lhe dê entendimento, livramento e sabedoria para se livrar das astutas artimanhas do inimigo de nossas almas.

Em todas as situações, Deus é o nosso refúgio.

Fiquem na Paz do Senhor Jesus.

Fonte: Ana Bastos – Orkut – Comunidade “Guerreiros de oração”

Referências:

- Bíblia Sagrada (João Ferreira de Almeida – Revista e Corrigida)
- Celebrations - The Complete Book of American Holidays, Robt. J. Myers, (Doubleday & Co., 1972).
- The Famous Druids, A. L. Owen, (Clarendon Press, Oxford, 1962).
- The American Book of Days, George William Douglas, (H.W. Wilson Co., 1948).
- The Two Babylons, Rev. Alexander Hislop, (Chick Publications, 1998).

quarta-feira, 4 de abril de 2007

A Páscoa

paz gente!
segue um estudo que ministrei a respeito da Páscoa na faculdade em nossa ABU no CESET-Unicamp.
no final, seguem 2 estudos em anexo, com os respectivos sites de on foram tirados.
Deus abençoe! e boa leitura!


Texto Base: Deuteronômio 16:1-12

  • Deuteronômio 16:1 Guarda o mês de abibe e celebra a Páscoa do SENHOR, teu Deus; porque, no mês de abibe, o SENHOR, teu Deus, te tirou do Egito, de noite. Traduzir para os originais Hebreu/Grego (também trasliterado com vogais) Concordância Lexicon Strong em Inglês Referência em Êxodo 12:1-13
  • Deuteronômio 16:2 Então, sacrificarás como oferta de Páscoa ao SENHOR, teu Deus, do rebanho e do gado, no lugar que o SENHOR escolher para ali fazer habitar o seu nome. Traduzir para os originais Hebreu/Grego (também trasliterado com vogais) Concordância Lexicon Strong em Inglês Referência em Êxodo 12:1-13
  • Deuteronômio 16:3 Nela, não comerás levedado; sete dias, nela, comerás pães asmos, pão de aflição (porquanto, apressadamente, saíste da terra do Egito), para que te lembres, todos os dias da tua vida, do dia em que saíste da terra do Egito. Traduzir para os originais Hebreu/Grego (também trasliterado com vogais) Concordância Lexicon Strong em Inglês Referência em Êxodo 12:14-20
  • Deuteronômio 16:4 Fermento não se achará contigo por sete dias, em todo o teu território; também da carne que sacrificares à tarde, no primeiro dia, nada ficará até pela manhã. Traduzir para os originais Hebreu/Grego (também trasliterado com vogais) Concordância Lexicon Strong em Inglês Referência em Êxodo 12:14-20
  • Deuteronômio 16:5 Não poderás sacrificar a Páscoa em nenhuma das tuas cidades que te dá o SENHOR, teu Deus, Traduzir para os originais Hebreu/Grego (também trasliterado com vogais) Concordância Lexicon Strong em Inglês Referência em Êxodo 12:14-20
  • Deuteronômio 16:6 senão no lugar que o SENHOR, teu Deus, escolher para fazer habitar o seu nome, ali sacrificarás a Páscoa à tarde, ao pôr-do-sol, ao tempo em que saíste do Egito. Traduzir para os originais Hebreu/Grego (também trasliterado com vogais) Concordância Lexicon Strong em Inglês Referência em Êxodo 12:14-20
  • Deuteronômio 16:7 Então, a cozerás e comerás no lugar que o SENHOR, teu Deus, escolher; sairás pela manhã e voltarás às tuas tendas. Traduzir para os originais Hebreu/Grego (também trasliterado com vogais) Concordância Lexicon Strong em Inglês Referência em Êxodo 12:14-20
  • Deuteronômio 16:8 Seis dias comerás pães asmos, e, no sétimo dia, é solenidade ao SENHOR, teu Deus; nenhuma obra farás. Traduzir para os originais Hebreu/Grego (também trasliterado com vogais) Concordância Lexicon Strong em Inglês Referência em Êxodo 12:14-20
  • Deuteronômio 16:9 Sete semanas contarás; quando a foice começar na seara, entrarás a contar as sete semanas. Traduzir para os originais Hebreu/Grego (também trasliterado com vogais) Concordância Lexicon Strong em Inglês
  • Deuteronômio 16:10 E celebrarás a Festa das Semanas ao SENHOR, teu Deus, com ofertas voluntárias da tua mão, segundo o SENHOR, teu Deus, te houver abençoado. Traduzir para os originais Hebreu/Grego (também trasliterado com vogais) Concordância Lexicon Strong em Inglês
  • Deuteronômio 16:11 Alegrar-te-ás perante o SENHOR, teu Deus, tu, e o teu filho, e a tua filha, e o teu servo, e a tua serva, e o levita que está dentro da tua cidade, e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva que estão no meio de ti, no lugar que o SENHOR, teu Deus, escolher para ali fazer habitar o seu nome. Traduzir para os originais Hebreu/Grego (também trasliterado com vogais) Concordância Lexicon Strong em Inglês
  • Deuteronômio 16:12 Lembrar-te-ás de que foste servo no Egito, e guardarás estes estatutos, e os cumprirás. Traduzir para os originais Hebreu/Grego (também trasliterado com vogais) Concordância Lexicon Strong em Inglês


  • Muitas vezes celebramos a Páscoa e nem sabemos o porquê. Quem a instituiu? Por que celebramos? Tem algo a ver com o Antigo Testamento? Vamos responder essas questões nesse estudo.

    Me lembro que há alguns anos, quando fiquei sabendo que a Páscoa foi instituída por Deus, por meio de Moisés, no Velho testamento, fiquei chocado. Ninguém havia me dito isso antes. Simplesmente me falavam que era a morte e a ressurreição de Jesus - isso quando não escondiam esse fato tentando me enganar com chocolates e coelhinhos no primário. Ora, se já celebravam no velho testamento, não poderia ser a morte e ressurreição de Cristo. Engano meu.
    Pra entender essa verdade, primeiro precisamos entender que o Antigos Testamento é a sombra do Novo Testamento. Toda lei, história e ensinamentos que Deus dava ao povo de Israel refletem no NT e apontam para Jesus. Sabendo disso, podemos avançar.
    Mas, por que celebravam a Páscoa no AT afinal? Para lembrarem que Deus os havia tirado do Egito. O cordeiro, os pães asmos (sem fermento, que simboliza pecado), tudo feito como quando Ele os tirava do Egito. Com certeza, significava muito para um judeu celebrar a Páscoa, pois Deus um dia havia os tirado da escravidão do Egito. E por isso deve significar muito mais para nós hoje.
    O reflexo do AT se cumpria no NT, bem numa Páscoa. O cordeiro perfeito, Jesus Cristo, era sacrificado para nos libertar, não do Egito, mas do pecado. O sangue nos umbrais das portas eram substituídos pelo sangue de Jesus derramado, nossa arma de defesa. Os pães asmos, por um corpo de alguém que não conheceu pecado, traspassado e moído pelas nossas iniquidades. E, ao terceiro dia, ainda na Páscoa - que não durava apenas um dia para os Judeus - ressuscitou! Hoje, Cristo é nossa Páscoa! E, para não nos esquecermos de nossa libertação do pecado, de sua morte e ressurreição, e anunciarmos sua vinda, Jesus instituiu a Santa Ceia, onde o pão simboliza Seu corpo moído, e o vinho Seu sangue derramado por nós.
    Hoje não precisamos celebrar a Páscoa sacrificando um cordeiro, mas podemos celebrá-la lembrando da morte e ressurreição de nosso libertador!
    Feliz Páscoa a todos!

    Abaixo seguem 2 anexos, com estudos a respeito da páscoa para quem quiser se aprofundar. Deus continue abençoando grandemente!

    __________
    Anexo 1:

    O sentido da Páscoa

    Egito, dia 14 de abibe, do ano em que os filhos de Israel foram livres da Escravidão - Esse seria um dia decisivo. Dia de regozijo para alguns e desespero para outros. Naquela noite, o anjo da morte visitaria o Egito e mataria a todos os primogênitos, desde os animais até o filho de Faraó.

    Esse seria o castigo de Deus contra o Egito. Como fariam os israelitas para escaparem dessa destruição? Não lhes bastaria serem filhos de Abraão. Não seria suficiente serem pessoas boas e religiosas. O livramento se daria mediante a obediência ao que Deus determinara a Moisés.

    Naquela tarde, as famílias dos israelitas deveriam reunir-se e cada uma deveria matar para si um cordeiro. Seu sangue deveria ser passado nos portais das casas. Dentro delas, as famílias comeriam a carne do animal juntamente com ervas amargas. A terrível noite chegou e, com ela, o anjo destruidor. Por onde ele passava, deixava as famílias em agonia pela perda de seus filhos. Só escaparam da tragédia aquelas casas em cujas portas havia o sangue protetor. Essa foi a primeira páscoa.

    Páscoa significa "passar por cima", ou seja, o anjo passava por aqueles que estavam protegidos pelo sangue e não os destruía. (Êx 12).

    Naquela mesma noite, os israelitas saíram do Egito. A partir desse dia, em todos os anos, na mesma data, os israelitas comemoram a páscoa, matando um cordeiro e comendo a sua carne. Essas comemorações seriam apenas símbolo da páscoa comemorada por Jesus com seus discípulos, momentos antes da sua morte. Todos os cordeiros mortos representavam o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (Jo 1.29) e que seria morto em uma páscoa. Paulo escreveu aos Coríntios: "Cristo é a nossa páscoa" (I Cor 5.7). Sua morte significou o nosso livramento, a nossa salvação. Ninguém poderá se salvar baseado em sua própria justiça ou bondade, mas é o sangue de Jesus, o cordeiro de Deus, que nos salva. Ele morreu para que não morramos espiritualmente, mas tenhamos a vida eterna.

    Deus ordenou que os filhos de Israel, os judeus, comemorassem a páscoa todos os anos no mês de abibe, que começa em meados de março e termina em abril. Nós, porém, não somos israelitas, somos gentios e, portanto, não temos o dever de comemorar anualmente a páscoa, da maneira como eles o faziam.

    Nem mesmo os judeus têm esse dever na atualidade, pois, após a morte de Jesus, todos os sacrifícios de animais deveriam ser abolidos. "Cristo, que é a nossa páscoa, já foi sacrificado por nós." (1Co 5.7).

    Atualmente, muitas pessoas pelo mundo afora comemoram a páscoa. Essa comemoração está repleta de alterações em relação ao sentido original. Em lugar do cordeiro, fazem menção aos coelhos! Em lugar das ervas amargas, as pessoas comem chocolate! É sempre assim: procuramos algo mais fácil e mais agradável.

    Não estamos proibidos de comer chocolate (ainda bem), mas não devemos ignorar o verdadeiro sentido da páscoa. Temos, sim, uma comemoração relacionada a essa festa: a ceia do Senhor. Esta é a nossa páscoa. Não realizada apenas uma vez por ano, mas todas as vezes que comemos o pão e bebemos do cálice em memória da morte do Senhor Jesus.

    Estamos assim, a família do Senhor, comendo a carne do cordeiro e bebendo o seu sangue. Nesse momento, nos recordamos que éramos escravos no Egito, o mundo, e que Faraó, Satanás, nos mantinha sob o seu domínio. Mas, naquela tarde de páscoa, o Cordeiro de Deus, o primogênito de Deus, morreu em nosso lugar. Regozijemo-nos e alegremo-nos. O anjo da morte não nos alcançará, pois "nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus". Aleluia!


    Anísio Renato de Andrade
    Bacharel em Teologia. Professor do SEBEMGE – Seminário Batista do Estado de Minas Gerais
    anisiorenato@ig.com.br

    Fonte: http://novo.lagoinha.com/engine.php?pag=art&secpai=12&sec=17&cat=89&art=1222

    __________
    Anexo 2:

    Páscoa:

    É a festa instituída em lembrança da morte dos primogênitos do Egito e da libertação dos israelitas. o seu nome deriva de uma palavra hebraica, que significa a passagem do anjo exterminador, sendo poupadas as habitações dos israelitas, cujas portas tinham sido aspergidas com o sangue do cordeiro pascal (Êx 12.11 a 27). Chama-se 'a Páscoa do Senhor' (Êx 12.11,27) - a 'festa dos pães asmos' (Lv 23.6 - Lc 22.1) - os 'dias dos pães asmos' (At 12.3 - 20.6). A palavra Páscoa é aplicada não somente à festa no seu todo, mas também ao cordeiro pascal, e à refeição preparada para essa ocasião solene (Lc 22.7 - 1 Co 5.7 - Mt 26.18,19 - Hb 11.28). Na sua instituição, a maneira de observar a Páscoa era da seguinte forma: o mês da saída do Egito (nisã-abibe) devia ser o primeiro mês do ano sagrado ou eclesiástico - e no décimo-quarto dia desse mês, entre as tardes, isto é, entre a declinação do sol e o seu ocaso, deviam os israelitas matar o cordeiro pascal, e abster-se de pão fermentado. No dia seguinte, o 15º, a contar desde as 6 horas da tarde anterior, principiava a grande festa da Páscoa, que durava sete dias - mas somente o primeiro e o sétimo dias eram particularmente solenes. o cordeiro morto devia ser sem defeito, macho, e do primeiro ano. Quando não fosse encontrado cordeiro, podiam os israelitas matar um cabrito. Naquela mesma noite devia ser comido o cordeiro, assado, com pão asmo, e uma salada de ervas amargas, não devendo, além disso, serem quebrados os ossos. Se alguma coisa ficava para o dia seguinte, era queimada. os que comiam a Páscoa precisavam estar na atitude de viajantes, cingidos os lombos, tendo os pés calçados, com os cajados nas mãos, alimentando-se apressadamente. Durante os oito dias da Páscoa, não deviam fazer uso de pão levedado, embora fosse permitido preparar comida, sendo isto, contudo, proibido no sábado (Êx 12). A Páscoa era uma das três festas em que todos os varões haviam de 'aparecer diante do Senhor' (Êx 23.14 a 17). Era tão rigorosa a obrigação de guardar a Páscoa, que todo aquele que a não cumprisse seria condenado à morte (Nm 9.13) - mas aqueles que tinham qualquer impedimento legítimo, como jornada, doença ou impureza, tinham que adiar a sua celebração até ao segundo mês do ano eclesiástico, o 14º dia do mês iyyar (abril e maio). Vemos um exemplo disto no tempo de Ezequias (2 Cr 30.2,3). Ulteriores modificações incluíam a oferta do ômer, ou do primeiro feixe da colheita (Lv 23.10 a 14), bem como as instruções a respeito de serem oferecidos especiais sacrifícios em todos os dias da semana festiva (Nm 28.16 a 25), e a ordem para que os cordeiros pascais fossem mortos no santuário nacional e o sangue aspergido sobre o altar, em vez de ser sobre os caixilhos e umbrais das portas (Dt 16.1 a 6). 'À tarde, ao pôr do sol' (querendo isto, talvez, dizer na ocasião do crepúsculo, ou então entre as três e seis horas), eram mortos os cordeiros, sendo postos de parte a gordura e o sangue. A refeição era, então, servida em conformidade com a sua original instituição. Na mesma noite, depois de ter começado o dia 15 de nisã, era a gordura queimada pelo sacerdote, e o sangue derramado sobre o altar (2 Cr 30.16 - 35.11). Nesse dia 15, passada já a noite, havia o ajuntamento da congregação, durante o qual nenhuma obra desnecessária podia ser feita (Êx 12.16). No dia seguinte, era oferecido o primeiro molho da colheita, e agitado pelo sacerdote diante do Senhor, sendo igualmente sacrificado um cordeiro macho, em holocausto, com oferta de margares e bebida. os dias entre o primeiro e o sétimo eram de quietude, a não ser que houvesse sacrifícios pelo pecado, ou fosse prescrita a liberdade de alguma espécie de trabalho. o dia 21 do mês de nisã, e o último dia da festa, era novamente de santa convocação (Dt 16.8). Devia prevalecer em todos um ânimo alegre durante os dias festivos (Dt 27.7). No tempo de Jesus Cristo, como a festividade com os sacrifícios acessórios só podia efetuar-se em Jerusalém, de toda parte concorria tanta gente, que não era possível acomodar-se toda dentro dos muros da cidade. Foi esta a razão que os magistrados apresentavam para que Jesus não fosse preso, pois receavam algum tumulto da parte da multidão, que se achava em Jerusalém para a celebração da Páscoa (Mt 26.5). Durante a semana da Páscoa (a 16 do mês de abril), era oferecido um feixe, formado dos primeiros frutos da colheita da cevada, com um sacrifício particular (Lv 23.9 a 14). No aniversário deste dia levantou-Se Jesus Cristo dentre os mortos, e o apóstolo Paulo pode ter tido este fato em vista, quando, falando da ressurreição do Redentor, ele disse: 'Sendo ele as primícias dos que dormem' (1 Co 15.20). A guarda da Páscoa é várias vezes mencionada: quando foi instituída (Êx 12.28,50) - no deserto do Sinai (Nm 9.3 a 5) - e nas planícies de Jericó ao entrarem os israelitas na terra de Canaã (Js 5.10,11). E também a Bíblia refere que foi celebrada a Páscoa por Ezequias e alguns do povo (2 Cr 30) - por Josias (2 Rs 23.21 a 23 - 2 Cr 35.1,18,19) - depois da volta do cativeiro (Ed 6.19 a 22) - e por Jesus Cristo (Mt 26.17 a 20 - Lc 22.15 - Jo 2.13,23). (*veja Festa (dias de), Ceia do Senhor.)

    Fonte: http://www.bibliaonline.net