segunda-feira, 22 de junho de 2015

Doutrina Militante

Aquele moço se alegrava com sua nova vida e suas novas descobertas. Ele finalmente se sentia livre. Queria compartilhar e chamou um colega em uma rede social.
Compartilhou sua nova ideologia. Falou de como se sentia feliz. Finalmente tinha descoberto algo revelador. Seu colega apenas perguntou por cima e desviou o assunto. O moço então precisava falar mais.
Após um pouco mais de conversa, o moço insistiu no assunto. Seu colega então lhe disse:
- Olha, que legal que você está se sentindo feliz. Mas eu não creio nisso que você acredita.
O moço ficou sentido. Começou a falar como as pessoas o vêem diferente após sua nova vida.
O colega então lhe disse:
- Não se preocupe com o que os outros te dizem. Pessoas são pessoas, elas não entendem o estilo de vida que é diferente delas. Eu não curto sua maneira de viver, mas respeito.
Agora o moço ficou visivelmente abalado. Como assim não concordava com sua maneira de viver? Aquilo que acreditava era tão claro e tão verdade para ele. Como seu colega não podia aceitá-lo? O moço então explicou de várias maneiras o porque acreditava tão piamente que sua maneira de viver estava correta. Até entendia como seu colega poderia querer viver de forma diferente da dele, mas não podia compreender como ele desaprovava sua nova forma de vida. Seu colega argumentou:
- Cara, eu não acredito da mesma forma que você. Não acredito no que as pessoas te disseram, Não acredito em sua literatura, nem em suas experiências. Eu tenho minhas próprias experiências, também tenho minha literatura, e há mais pessoas que concordam comigo. Sua maneira de viver não me serve, e eu acho que é errada. Acho que ninguém deveria viver assim. Acho que as pessoas até sofrem vivendo assim. Mas como eu te disse, eu respeito sua escolha, a vida é sua. Posso até debater com você os pontos, mas não vou brigar com você. Podemos viver em paz.
Isso já era demais. o moço ficou dessa vez alterado. Se sentiu afrontado. Tudo o que ele cria estava sendo ignorado, ridicularizado e criticado. Ele rebateu:
- O que eu creio me define. E tudo o que é dito contra isso, e dito também contra mim. Eu não entendo esse seu ódio, essa repulsa a nós. Eu luto para que não hajam mais pessoas que pensam assim como vocês! Como vocês não enxergam que estão errados?
O colega compassivamente, mas firme, respondeu:
- Você percebe que você cita que temos ódio, dizendo que não o aceitamos, discordamos e criticamos vocês, mas na verdade, é você que está com ódio da gente? Você se baseia no que acredita, mas não consegue aceitar que cremos diferente de você. Eu te respeito, mas não concordo com você. Eu acho que sua maneira de vida é errada, mas a vida é sua. Mas é você que não me respeita e quer impor sua ideologia a mim. Mas temos liberdade de pensamento e expressão. E eu não concordo com você.
Finalmente o moço perdeu a compostura. Ele não tinha mais argumentos. Então o moço, um militante LGBT, finalizou com a seguinte frase:
- Espero que um dia você se assuma gay e seja feliz!
E bloqueou o colega da rede social.

Essa história é real, aconteceu comigo há alguns dias.

Como diz uma piadinha:
Antes ser homossexual era estranho.
Depois passou a ser normal.
Ultimamente é incentivado.
Deixa eu correr antes que se torne obrigatório!
(E parece que está se tornando.)