domingo, 23 de janeiro de 2011

Louvor Hipócrita

Sabe aqueles dias que a gente vai ao culto pra adorar a Deus e imagina que os irmãos também têm a mesma motivação mas vê que não é bem assim que funciona?
Pelo início deste texto você, querido leitor, deve imaginar que a igreja estivesse "fria" ou quieta. Pois na verdade não. E não é disso que vou falar aqui. Vou contar como foi o culto hoje, especialmente o louvor.

Estávamos todos sentados e o ministério de louvor estava cantando de fundo. Algumas pessoas cantavam, outros liam a bíblia, outros oravam e outros até conversavam. Freqüento uma igreja grande, com aproximadamente 4000 membros presentes por culto. As pessoas são bem diferentes umas das outras. Até aí, sem muitos problemas. Vamos ser um pouco tolerantes com a conversa. Vamos crer que estavam testemunhando das bençãos e experiências com o Senhor, ok?
Bem, mas algo mudou quando o bispo da igreja (nosso pastor presidente) tomou seu lugar. Há algumas semanas o povo tem se comportado diferente, com alguns costumes estranhos. Mas hoje foi algo totalmente descarado e temo que isso vire um costume daqui pra frente. Assim que nosso bispo ficou atrás do púlpito, uma galera já ficou de pé e levantou as mãos, começando a cantar mais intensamente. E, como um efeito dominó inverso, as outras pessoas começaram a se levantar. Mas foi nítido: elas não estavam se levantando para Deus. As primeiras se levantaram para o homem. As demais como um ato religioso; algo que chamamos de "Maria vai com as outras".
É claro que não estou generalizando. Há aqueles que de fato levantam suas mãos pra adorar a Deus. E, muitas vezes aquele bando de "Maria vai com as outras" acaba fazendo isso automaticamente, sem pensar. Eu me lembro que algumas vezes eu já fiz isso. Mas o que me surpreende é que muitos irmãozinhos velhos de guerra ainda continuam fazendo a mesma coisa. Parece que não crescem!
Bom, fica estampada aqui minha revolta com um sistema religioso no qual os cristãos insistem em se prender. Fiquei muito chateado quando vi tal ação. E ainda me senti envergonhado perante Deus de tal atitude de minha comunidade, se firmando e fazendo as coisas pra homens. O que eu conseguia orar era que, se fosse pra eu me levantar porque todos estavam se levantando como um rito religioso, eu preferiria não me levantar. Mas a hora que me levantasse seria pra adorar aquele que é digno, que me salvou, que tem me abençoado e, por mais que doa, tem me feito diferente da massa, da multidão. Ele tem me feito pensar fora da caixa e de um sistema religioso. E isso não vem de mim, mas dele, que teve misericórdia e abriu meus olhos pra não ser como a plebe em seus ritos impensados.
Espero que este texto sirva de benção para que mais pessoas repensem como adoram a Deus: se é real ou religioso.

Texto de strong_wind (Eric Santos)
Ministério de Mestre no corpo de Cristo.
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