quinta-feira, 31 de agosto de 2006

A Marca da Besta [Parte 1]

Esse é para quem faz faculdade!!
Um pouco antes de entrar na faculdade, li este esudo. Me fez refletir muito, e tomar uma posição de não ser marcado. Quem faz faculdade sabe que lá, realmente tentam nos marcar com alguns ensinamentos que sabemos não ser verdade. E, se não tomarmos cuidado, e não estivermos sempre no Espírito, podemos cair nessas mentiras.
O autor é um pouco radical, dizendo que os pais não deviam nem mandar os filhos para a escola. (Diz isso na segunda ou terceira parte do estudo). Respeito a visão dele, porém Deus tem me mostrado que podemos sim estudar e não ser marcados. Bom, então, eis a parte 1 do estudo. Logo posto a parte 2, e a parte 3.


A Marca da Besta:
A Educação do Futuro


Julio Severo

Se perguntassem para nós hoje como será a educação do futuro, talvez diríamos que será uma educação que, finalmente, eliminará completamente o analfabetismo e dará oportunidades de ensino para todos. Pelo menos, nosso desejo simples é o bem-estar das crianças, inclusive na área educacional. Educação é parte importante da vida. Assim, a vasta maioria dos pais espera mandar os filhos para boas escolas.

Contudo, e se perguntassem para Abraão, Isaque e Jacó como seria a educação do futuro? Parece que eles não tinham preocupações com essa questão, pois eles estavam ocupados com a responsabilidade de treinar os filhos para viver para Deus neste mundo. Deus também não estava preocupado, pois ele sabia que Abraão e seus descendentes cumpririam essa responsabilidade. Ele mesmo disse: “Porque o conheço e sei que ele ordenará a seus filhos e sua casa depois dele, e eles guardarão o caminho de Jeová, para praticarem a justiça e o juízo, a fim de que Jeová traga sobre Abraão o que ele falou dele”. (Gênesis 18:19 )

Portanto, Gênesis, o primeiro livro da Bíblia, revela que Deus estava perfeitamente consciente de que Abraão estava capacitado para dar uma educação alicerçada no lugar certo: nos mandamentos de Deus. Abraão, Isaque e Jacó não se preocupavam com a educação do futuro, pois sua atenção estava voltada para a importante missão de educar os filhos nos caminhos do Senhor. Não existia para eles interesse educacional maior do que formar nos filhos uma mentalidade com um profundo conhecimento e temor de Deus.

E se perguntassem para outros homens e mulheres da Bíblia como seria a educação do futuro? Parece que poucos teriam condições de responder, porém há dois homens que saberiam dar uma resposta relevante: Moisés e João. Tendo estudado nas melhores universidades do Egito, Moisés estava em condições de oferecer uma perspectiva com base em sua experiência no sistema educacional egípcio, que não era muito diferente do que conhecemos hoje. No entanto, parece que em nenhum lugar da Palavra de Deus se vê uma resposta tão clara e direta quanto uma importante revelação que se encontra no último livro da Bíblia. Em Apocalipse, o Apóstolo João pôde ver por revelação especial como seria o sistema educacional de um futuro que, bem provavelmente, também inclui nossa geração.

O QUE APOCALIPSE REVELA SOBRE O FUTURO

Entre as muitas visões que recebeu no livro do Apocalipse, João viu um sistema de governo mundial, sob a liderança da Besta, controlando a vida de todas as pessoas:

“[A Besta] obrigou todas as pessoas, importantes e humildes, ricas e pobres, escravas e livres, a terem um sinal na mão direita ou na testa. Ninguém podia comprar ou vender, a não ser que tivesse esse sinal, isto é, o nome [da Besta] ou o número do nome [dela]”. (Apocalipse 13:16-17 )

Será que é difícil entender essa passagem? Deus ama as pessoas simples que o amam e lhe dão atenção. Ele escreveu sua Palavra de modo que mesmo alguém sem formação educacional do mundo possa compreender. “A explicação da tua palavra traz luz e dá sabedoria às pessoas simples”. (Salmos 119:130 ) Como podemos então entender o que Deus está querendo nos dizer em determinados textos bíblicos? O que precisamos fazer é comparar uma passagem espiritual com outra passagem espiritual. Aliás, a própria Palavra de Deus nos ensina que podemos aprender a distinguir os pensamentos, intenções e revelações do Espírito Santo em Sua Palavra “comparando as coisas espirituais com as espirituais”. (veja 1 Coríntios 2:13 )

Então, comparando o texto de Apocalipse com duas passagens no Antigo Testamento que trazem indicação semelhante de sinal na mão e na testa, é possível entender o que esse simbolismo significa.

“Essa festa será como um sinal para vocês, como se fosse uma coisa amarrada na mão ou na testa, e os ajudará a se lembrarem de recitar e de estudar a lei do Deus Eterno; pois com grande poder ele os tirou do Egito”. (Êxodo 13:9 )

“Isso será como uma lembrança, como alguma coisa amarrada nas mãos ou na testa. E nos fará lembrar que com o seu grande poder o Deus Eterno nos tirou do Egito”. (Êxodo 13:16 )

A repetição da festa, ano após ano, ajudaria a educar o povo de Deus a nunca se esquecer da Palavra de Deus. Em termos bem simples, essa repetição era um método educativo usado para marcar profundamente a mente das pessoas, de modo que sempre se lembrassem de recitar e estudar a Palavra de Deus.

MARCAS PROFUNDAS

“[A Besta] obrigou todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, a receberem certa marca na mão direita ou na testa, para que ninguém pudesse comprar nem vender, a não ser quem tivesse a marca, que é o nome da besta ou o número do seu nome”. (Apocalipse 13:16-17 )

Comprar e vender faz parte do sistema de vida da sociedade. Para sobreviver nesse sistema, no mínimo o cidadão precisa de um emprego. Principalmente em cidades grandes, praticamente todos os empregos exigem determinado nível de escolaridade. Aliás, uma das primeiras perguntas que um empregador faz a alguém que deseja um emprego é sobre grau de escolaridade. Mais do que nunca, um homem hoje precisa de um diploma escolar para poder ter uma ocupação no mercado de trabalho, e as exigências mínimas de escolaridade estão cada vez mais altas, obrigando assim crianças e adolescentes a passar o máximo de anos nas instituições escolares. Um ser humano hoje só é valorizado de acordo com um diploma oficial que comprova que ele passou anos estudando nas escolas e universidades. Está se tornando quase impossível viver sem um diploma escolar.

Essa tendência indica que logo não será possível conseguir um emprego sem uma escolaridade mínima aprovada pelo governo. Preocupados com os filhos e a fim de ajudá-los a não sofrer desvantagens e portas fechadas no mercado de trabalho, os pais fazem questão de forçá-los a passar o máximo de anos nas instituições de ensino. As pressões sociais, políticas e legais de hoje não permitem que um jovem consiga obter uma ocupação digna de trabalho sem um diploma escolar aprovado pelo governo, anulando assim suas chances de sobrevivência. Sem emprego, como é que alguém conseguirá comprar e vender para viver? É isso o que indica o texto de Apocalipse: os que não tiverem sido marcados na mão ou na testa não poderão fazer nada para sobreviver no mercado de trabalho. Qual então é o significado da mão e testa marcados?

Marca na mão: A mão é a parte do corpo que age, trabalha e realiza tarefas. O sinal na mão é um símbolo de que a pessoa recebeu uma formação educacional tão profunda e intensa que tudo o que ela faz traz a marca do que ela aprendeu. Ela foi ensinada a fazer as coisas de acordo com os ideais do sistema educacional do governo. Ela foi “marcada” para agir e se conduzir conforme a educação que lhe foi implantada.

Marca na testa: A testa é a parte do corpo onde fica a mente. O sinal na testa é um símbolo de que a pessoa recebeu uma formação educacional tão profunda e intensa que tudo o que ela pensa e fala traz a marca do que ela aprendeu. Ela foi ensinada a pensar e se expressar de acordo com os valores do sistema educacional do governo. Ela foi “marcada” para pensar conforme a educação que lhe foi implantada.

Se esse simbolismo realmente representa a influência de um sistema educacional no modo de as pessoas pensarem e agirem, então pode-se considerar essa influência como uma marca bem forte, pois hoje uma criança é obrigada a passar anos na escola institucional sendo marcada por muitos ensinos impostos pela educação do governo.

MISTÉRIO DA BESTA E SEU SIGNIFICADO

Qual é o significado do nome e número da Besta? Há a possibilidade de que nome e número possam ser uma referência bem simples aos conceitos básicos e essenciais de língua e matemática, que são as colunas fundamentais da educação. Assim, no sistema da Besta todos os cidadãos, cristãos ou não, são obrigados por lei a ir para a escola para aprenderem o básico (ler e escrever) e, no processo, absorverem “outros ensinos” que a Besta considerar importantes para a formação das crianças e adolescentes.

Portanto, a Besta mencionada em Apocalipse não é um homem, mas algum tipo de entidade espiritual por trás de um sistema social que controlará e dirigirá o rumo e a vida de todos os cidadãos. Assim, a Besta é um sistema operando aqui na terra sob direção e controle demoníacos. De que maneira exatamente a Besta controlará a vida das pessoas? Quem é a Besta?

O termo Besta significa no original grego animal selvagem ou pessoa má. Seguindo essa definição, é possível entender que todas as pessoas (de qualquer condição social, religião ou etnia) receberão uma formação educacional que as condicionará a pensar e viver sem a ajuda dos valores morais, exatamente como fazem os animais selvagens e as pessoas más. Em que sentido precisamente as instituições humanas de ensino poderiam implantar na mente das crianças abertura para condutas iguais ao comportamento dos animais selvagens ou das pessoas más?

SEXUALIDADE: UMA DAS QUESTÕES MAIS IMPORTANTES

Deus diz sobre a sexualidade humana: “É por isso que o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua mulher, e os dois se tornam uma só pessoa”. (Gênesis 2:24 BLH) Aliás, o primeiro e mais importante mandamento positivo de Deus para o primeiro casal humano foi exatamente sobre sexo, casamento e família (veja Gênesis 1:28). Embora o homem tenha chamado especial de Deus para deixar pai e mãe para se unir à sua mulher, serem uma só carne, formarem uma família e dominarem o mundo, o sistema educacional moderno basicamente educa as crianças a pensar e agir sem limites morais, exatamente como se o ser humano fosse um animal selvagem.

Para combater a ameaça das doenças sexualmente transmissíveis, o governo oferece a solução da camisinha. Nas escolas públicas, os programas de prevenção a essas doenças têm “como principal objetivo possibilitar que crianças e adolescentes possam fazer escolhas na área da sexualidade com responsabilidade e sem culpa, sem correr riscos de uma gravidez indesejada e de doenças sexualmente transmissíveis”. Crianças e adolescentes são ensinados a fazer “escolhas” na área sexual (eles podem aprender a decidir o que quiserem: sexo oral, vaginal, anal, etc.) com responsabilidade [sempre usando a camisinha e o controle da natalidade e sem culpa (sem se sentirem incomodados com o sexo sem compromisso matrimonial). É desse jeito que o governo quer que as crianças de escolas públicas aprendam a “proteger” seu prazer sexual de possíveis “transtornos”. Entre esses transtornos está a gravidez, que é colocada no mesmo nível das doenças sexuais.

Para o governo, o problema não é o sexo antes do casamento, mas a gravidez e a criança inocente já concebida. O problema é tudo (seja gravidez ou doença) o que atrapalha o adolescente de obter o prazer sexual, com ou sem casamento, com ou sem valores morais. Assim, o alvo do governo é usar as escolas para preparar os jovens para fazer sexo, não para entrar no casamento. Seu objetivo é educar os jovens a evitar a gravidez, não o sexo fora do casamento. Sua meta é ensinar “respeito” e “tolerância” para com a liberdade sexual, não respeito para com todos os compromissos morais envolvidos com o sexo, inclusive casamento, família e criação de filhos.

Ao excluir a importância e o valor do compromisso conjugal entre homem e mulher como única forma saudável e natural de se relacionar sexualmente, a educação das escolas acaba abrindo espaço para escolhas sexuais anormais, inclusive a homossexualidade. O homossexualismo tem sido apresentado e ensinado nas salas de aula não como um comportamento sexual contra a natureza, mas como um estilo de vida diferente, que merece respeito e tolerância. Basicamente, as escolas agora educam a criança para pensar e agir como animal selvagem ou pessoa má na área sexual. O sistema educacional da Besta faria diferente disso?

Os governantes entendem muito bem a importância da educação na formação dos futuros cidadãos. Em seu governo socialista, Lula lançou um programa abrangente inédito chamado Brasil Sem Homofobia, para cultivar nos cidadãos atitudes favoráveis ao homossexualismo e, através de campanhas, implantar na mente deles uma programação ideológica hostil que os faça rejeitar espontaneamente toda opinião contrária às práticas homossexuais. Essa programação os condicionará a ver como preconceito, discriminação e ódio toda posição, inclusive da Bíblia, que considere o homossexualismo como pecado, anormalidade e perversão. De que maneira ocorrerá essa sutil lavagem cerebral? O plano do governo é treinar principalmente os professores de escolas públicas para fazerem apresentações exclusivamente positivas da conduta homossexual para os estudantes. Então, será de estranhar ver e ouvir, daqui a alguns anos, a maioria dos jovens defendendo o homossexualismo com naturalidade? Tal defesa será evidência de que os anos que eles passaram nas escolas produziram os resultados esperados pelas campanhas “educativas”. Assim, o governo vê a escola como elemento chave em seu esforço para formar e mudar a mentalidade das crianças. A Besta verá as escolas de modo diferente?

Aguardem a parte 2 e 3...