quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Pilot

Olá! Já faz um tempo que desejo escrever uma ficção, e chegou a hora de começar. Quero escrever uma história não real, mas com princípios bíblicos aplicados. Já adianto que vou viajar muito, nem tudo fará muito sentido lógico, e vou apelar pra um humor um pouco escrachado às vezes. Então, se você gosta do estilo, acho que irá gostar da leitura. Se não, pode ler o primeiro capítulo, como piloto, e ver se gosta do tipo de literatura.
Então, a seguir, o piloto, o primeiro capítulo do livro que pretendo continuar escrevendo. Me deem feedback, críticas e sugestões. Me digam o que gostaram, o que não gostaram, enfim, quero ouvir de vocês.
Fiquem com o texto:




Muitas árvores faziam sombra em uma tarde um pouco quente. Ok, não eram lá tantas assim, mas era pelo menos uma concentração maior por metro quadrado do que no restante daquela região. Estavam distribuídas em pedaços de terra cortados por estreitas ruas de concreto, nas quais crianças passavam correndo com frequência, casais de namorados caminhavam de mãos dadas, adolescentes gritavam e zoavam histericamente... De tempos em tempos, o velho guardinha (que insistia em ser chamado de segurança patrimonial público), concursado, e como todo bom funcionário público que conseguiu seu cargo por intermédio de algum cambalacho feito pelo seu tio, erguia a voz com autoridade ditatorial e tentava enxotar a todos os que lhe pareciam ameaçadores, ou seja, os adolescentes histéricos, as crianças que corriam e os namorados que insistiam em ficar de mãos dadas. Unanimemente, claro, todos o ignoravam e assim continuava a vida.
Lincoln Fox já frequentava aquele parque mais assiduamente há alguns dias. Andava muito pensativo na vida, e gostava de observar as pessoas e pensar em quais poderiam ser suas histórias. Contudo, embora gostasse de dar as voltas pelo bosque de vez em quando, preferia mesmo ficar próximo ao palco de eventos, um ambiente amplo, acimentado e coberto. Gostava mais de lá, primeiramente porque lá ficavam os grupos mais estranhos a serem observados. Além disso, era ligeiramente mais limpinho.
Observava os artistas que frequentemente usavam o palco para ensaiar suas danças ou tocavam seus instrumentos. Observava os praticantes de esportes, que se alongavam mais ao fundo do local coberto. Observava o grupinho alegre cantando músicas festivas de igreja e sorrindo sem parar. Observava o grupinho com novo estilo High Age que ficara na moda cerca de um mês antes, que basicamente se resumia a pessoas que gostavam da nova banda Descontinuous Cat, usando suas roupas acolchoadas e seu penteado de cabelo no estilo fluffy. Nada. Nada disso, nenhuma das observações conseguia fazer aquela tarde ter mais sentido do que o pouco sentido que ela tinha até agora. Por que tantos grupos diferentes? Por que, mesmo em cada grupo, cada pessoa era diferente, mesmo que todos tivessem seu novo cabelo fluffy iguaizinhos? Por que ele observava essas diferenças e andava tão reflexivo nos últimos dias?
O jovem Lincoln não podia reclamar da vida. Conseguira um bom emprego há alguns anos, estava estabilizado nele, e até conseguira comprar um carro. Vivia na casa dos pais, juntamente com a irmã, e tinha um bom relacionamento com todos. Já pertencera a alguns grupos. Talvez até poderia ter sido um High Age se fosse um grupo de sua época. Andava sossegado, e mais "na dele" nos últimos tempos. Gostava de ler. Não muito, mas o suficiente para treinar um pouco o cérebro. Preferia os quadrinhos a um bom livro, claro. Tem mais figuras!
Nota: Para não reclamarem que sou hipócrita, por defender as figuras num livro cheio de palavras, vou colocar aqui uma figura. Eu mesmo fiz. É uma árvore e uma vaca, respectivamente, se não conseguirem interpretar minha avançada arte abstrata sozinhos.
Muitíssimo passava na cabeça de Lincoln nesse momento. Muitas lembranças de sua vida. Várias perguntas do porque as coisas eram do jeito que eram. Algumas perguntas de como estaria sua vida se tivesse feito uma escolha diferente lá atrás. Uma sensação de que alguém acabara de se aproximar logo atrás dele nesse momento.
-Ei, Linc!


Bem, por enquanto, é isso. Ficaram com vontade de continuar lendo a história? É uma breve introdução, mas não quero parar por aqui.
O que acharam???