segunda-feira, 25 de junho de 2007

O Linux não é Windows

A paz gente!
Estava lendo um artigo na Internet, por leitura dinâmica na verdade, e achei bem interessante. É Off-Topic (não tem a ver com o objetivo principal do blog), porém creio que como povo de Deus vivendo nesse mundo temos que ter informações e conhecimento de todas as áreas. Como sou da área de informática, vou postar esse artigo que achei bem interessante. Se você gostaria de migrar do Windows para o Linux, mas não sabe ainda se é a melhor opção, sugiro que você leia. Eu me adaptei bem, e não troco mais o Linux pelo Windows. Porém, cada pessoa tem uma personalidade. O artigo ébem legal e tem algumas analogias bem legai! Pode ser lido aqui também e a versão original em inglês pode ser lida aqui.
Deus continue abençoando a todos vocês!!


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Se esta página lhe foi indicada, então existe uma grande chance de que você seja um usuário relativamente novo do Linux que esteja tendo algum problema na transição do Windows para o Linux. Isto causa muitos problemas para muitas pessoas, por isso esse artigo foi escrito. Muitas questões originam-se deste simples problema, por isso a página foi dividida em múltiplas áreas.
Problema #1: O Linux não é exatamente igual ao Windows.

Você ficaria surpreso com a quantidade de pessoas que fazem esta reclamação. Elas esperam encontrar no Linux essencialmente uma versão grátis e de código aberto do Windows. Muito freqüentemente, foi isso que lhe foi dito por um super ardoroso usuário de Linux. Entretanto, isso é uma expectativa paradoxal.

As razões específicas pelas quais as pessoas partem para o Linux variam muito, mas especialmente elas esperam que o Linux seja melhor do que o Windows. Os padrões comuns para medir o sucesso são custo, escolha, performance e segurança. Existem muitos outros. Mas cada usuário de Windows que faz uma tentativa com o Linux o faz porque espera que seja melhor do que ele costumava ter.

É aqui que reside o problema

É logicamente impossível para qualquer coisa ser melhor do que outra enquanto permanecer completamente idêntica. Uma cópia perfeita pode ser igual, mas ela nunca pode superar o original. Então, quando você faz uma tentativa com o Linux na esperança de que ele seja melhor, você está inevitavelmente esperando que ele seja diferente. Muitas pessoas ignoram este fato e consideram cada diferença entre os dois Sistemas Operacionais como uma falha do Linux.

Considere por exemplo uma atualização de driver: uma típica atualização de driver no Windows é feita pela visita ao site do fabricante e pelo download do driver novo; enquanto que no Linux você atualizará o kernel.

Isto significa que por meio de um simples download & atualização você terá os mais novos drivers disponíveis em sua máquina, enquanto que no Windows você terá que visitar diversos sites e fazer o download de cada atualização individualmente. É um processo muito diferente, mas certamente não um processo ruim. Mas muitas pessoas reclamam porque não é assim que elas estão acostumadas a fazer.

Ou, como um exemplo que você talvez esteja mais informado, considere o Firefox: Uma dos maiores casos de sucesso em Código Aberto. Um Navegador de Internet que varreu o mundo. Ele conseguiu esse sucesso sendo uma imitação perfeita do IE, então o mais popular Navegador?

Não. Ele teve sucesso porque ele foi melhor que o IE, e ele foi melhor porque ele foi diferente. Ele tem navegação por abas, live bookmarks, busca incorporada, suporte a PNG, extensão de bloqueio de propaganda e outras coisas maravilhosas. A funcionalidade de "Localizar" apareceu na barra de ferramentas embaixo e faz a procura enquanto você digita, tornando-se vermelha se não encontrar o que você procura. O IE não tem abas, nem funcionalidade RSS, barras de busca só por meio de extensões de terceiros e uma barra de busca que requer que se clique no "OK" para começar a busca e um clique no "OK" para limpar a mensagem de erro "Não encontrado" . Uma demonstração clara e indiscutível de uma aplicação de Código Aberto alcançando sucesso por ser melhor, e ser melhor por ser diferente. Fosse Firefox um clone do IE, ele estaria na obscuridade. E fosse o Linux um clone do Windows, o mesmo iria ocorrer.

Então a solução para o problema #1: Lembre-se que onde o Linux é familiar e igual ao você está acostumado é onde ele não é novo & melhorado. Bem-vindo ao lugar onde as coisas são diferentes, porque somente aqui elas têm a chance de brilhar.

Problema #2: O Linux é muito diferente do Windows

A próxima questão surge quando as pessoas esperam que o Linux seja diferente, mas acham que algumas diferenças são muito radicais para seus gostos. Provavelmente o maior exemplo disso seja a grande quantidade de escolhas disponíveis aos usuários de Linux. Enquanto um usuário de Windows tenha um desktop clássico ou XP com o Bloco de Notas, Internet Explorer e o Outlook Express instalado, um usuário Linux tem centenas de distribuições para escolher, e então Gnome ou KDE ou Fluxbox ou seja lá o que for, com vi ou emacs ou kate, Konqueror ou Opera ou Firefox ou Mozilla, e assim por diante.

Um usuário de Windows não está acostumado a fazer tantas escolhas somente para ter o sistema ativo. Tópicos exasperados "Existem muitas escolhas" são muito comuns.

O Linux realmente precisa ser tão diferente do Windows? Apesar de tudo ambos são Sistemas Operacionais. Ambos fazem o mesmo trabalho: ligam seu computador e lhe dão algo para rodar suas aplicações. De fato eles devem ser mais ou menos idênticos?

Veja desta forma: Saia para a rua e dê uma olhada nos diferentes veículos pela rua. Todos são veículos projetados com mais ou menos o mesmo propósito: Levá-lo de A para B pelas ruas. Perceba a variedade de projetos.

Mas, você pode estar pensando, as diferenças entre os carros são mínimas: todos eles têm direção, acelerador, alavanca de câmbio, freio de mão, janelas, portas, tanques de combustível... Se você pode dirigir um carro, você pode dirigir qualquer carro!

Quase certo. Mas você não percebeu que algumas pessoas não estavam dirigindo carros, mas sim pilotando motocicletas...?

Trocar de uma versão do Windows para outra é como trocar de um carro para outro. Win95 para Win98, eu honestamente não pude perceber as diferenças. Win98 para WinXP, foi uma grande mudança mas nada realmente radical.

Trocar do Windows para o Linux é como trocar de um carro para uma motocicleta. Ambos podem ser SOs/veículos de rua. Ambos usam o mesmo hardware/pavimento. Ambos fornecem um ambiente para você rodar suas aplicações/transportam você de A para B. Mas tem formas diferentes de fazer isso.

Windows/carros não são seguros contra vírus/ladrões a menos que você instale um antivírus/trave as portas. Linux/motocicletas não têm vírus/portas, então eles são perfeitamente seguros sem que você tenha que instalar um antivírus/travar qualquer porta.

Ou olhe de outra forma:

Linux/carros foram projetados tendo em mente múltiplos usuários/passageiros. Windows/motocicletas foram projetados para um usuário/passageiro. Cada Usuário de Windows/piloto de motocicleta está acostumado ter o controle total de seu computador/veículo em qualquer tempo. Um Usuário Linux/passageiro de carro está acostumado a ter o controle de seu computador/veículo quando logado como root/sentado no banco do motorista.

Dois métodos diferentes de atingir o mesmo objetivo. Eles têm pontos fortes e pontos fracos diferentes: Um carro é o favorito para transportar famílias e muita bagagem de A para B: Mais assentos e mais espaço para bagagem. Uma motocicleta é o favorito para levar uma pessoa de A para B: Menos prejudicado por congestionamento e gasta menos combustível.

Existem muitas coisas que não mudam quando você troca de carros para motocicletas: Você continua tendo que colocar combustível no tanque, você ainda tem que dirigir pelas mesmas vias, você ainda tem que obedecer aos semáforos e sinais de Pare, você ainda tem que sinalizar antes de fazer uma conversão e ainda tem que obedecer aos mesmos limites de velocidade.

Mas também existem coisas que mudam: Motoristas de carros não precisam usar capacetes, assim como pilotos de motocicletas não usam cintos de segurança. Motoristas precisam virar o volante para fazer uma curva enquanto que motociclistas inclinam-se. Motoristas aceleram pisando em um pedal, enquanto motociclistas giram um controle manual.

Um motociclista que tentar fazer uma curva em um carro inclinando-se vai se colocar em problemas rapidamente. E usuários de Windows que tentem usar suas competências e hábitos geralmente se encontram com muitas dúvidas. De fato, usuários capacitados de Windows freqüentemente tem mais problemas com o Linux que pessoas com pouca ou nenhuma experiência com computadores, por essa razão. Tipicamente, os argumentos mais veementes "O linux ainda não está pronto para o Desktop" vêem de usuários enraizados de Windows que argumentam que se eles não conseguem mudar de Windows para Linux, um usuário com menor experiência não terá chance. Mas isso é exatamente o oposto da realidade.

Então, para evitar o problema #2: Não assuma que ser um usuário experimentado de Windows faz de você um usuário experimentado de Linux: Quando você começar com o Linux, você será um novato.

Problema #3: Choque de Culturas
Sub-problema #3a: Existe uma cultura

Usuários de Windows têm mais ou menos uma relação cliente fornecedor: eles pagam pelo software, por garantias, por suporte, etc. Eles têm a expectativa de que o software tenha um certo nível de usabilidade. Eles são portanto acostumados a terem direitos sobre o software: eles pagaram pelo suporte técnico e têm todo direito de exigir que recebam isso. Eles também estão acostumados a tratar com entidades ao invés de pessoas: seus contratos são com companhias, não com pessoas.

Usuários Linux estão em mais de uma comunidade. Eles não precisam pagar pelo software, eles não precisam pagar por suporte técnico. Eles baixam o software sem terem que pagar por isso e usam Mensageiros Instantâneos ou fóruns na Internet para obter ajuda. Eles tratam com pessoas, não com companhias.

Sem pegar pesado, um usuário de Windows não vai se valorizar mantendo suas atitudes habituais no Linux.

A maior causa de fricção tende a ser a interação on-line: um usuário novo no Linux pede ajuda para um problema que ele está tendo. Quando ele não obtém essa ajuda em um tempo que ele considera aceitável, ele começa a reclamar e pedir mais ajuda. Faz isso por estar acostumado com o suporte pago. O problema é que esse não é um suporte pago. Esse é um grupo de voluntários que estão dispostos a ajudar pessoas com problemas. O usuário novato não tem direito de reclamar, nada mais do que alguém que está coletando donativos pode reclamar maiores contribuições.

Da mesma forma, um usuário de Windows está acostumado a usar software comercial. Empresas não liberam software até que eles estejam confiáveis, funcionais e amigáveis o suficiente. Então é isso que os usuários de Windows tendem a esperar do software: ele começa pela versão 1.0; software Linux, no entanto, tendem a serem liberados tão logo seja escrito; começa da versão 0.1. Desta forma as pessoas que realmente precisam da funcionalidade podem tê-la já; desenvolvedores interessados podem se envolver e ajudar a aperfeiçoar o código; e a comunidade como um todo permanece ciente do que está se passando.

Se um usuário tiver problema no Linux ele vai reclamar: O software não segue seus padrões e ele pensa que tem o direito de esperar esse padrão. Seu humor não vai melhorar quando ele obtém respostas sarcásticas como "Eu pediria um reembolso se eu fosse você"

Então, para evitar o problema #3a: Lembre-se simplesmente que você não pagou o desenvolvedor que escreveu o software ou as pessoas que lhe fornecem suporte técnico. Eles não têm nenhuma obrigação.

Sub-problema #3b: Novo x Velho

O Linux nasceu como um hobby de hacker. Cresceu atraindo mais hackers. Foi um tempo antes que alguém que não fosse um geek tivesse a chance de ter uma instalação utilizável de Linux que fosse fácil de trabalhar. O Linux começou "Por geeks, para geeks." E mesmo hoje, a maioria dos usuários estabelecidos de Linux são geeks confessos.

E isso é uma coisa boa: se você está tendo um problema com hardware ou software, tendo um grande número de geeks disponíveis para trabalhar na solução é uma vantagem.

Mas o Linux teve um crescimento muito grande desde que apareceu. Existem distribuições que qualquer um pode instalar, e mesmo distribuições que "vivem" em CDs e detectam todo seu hardware para você sem nenhuma intervenção. Está se tornando atrativo para usuários que estão apenas interessados nele por causa de ser livre de vírus e muito barato para manter. Não é incomum haver fricção entre os dois campos. É importante ter em mente, entretanto, que não existe malícia em nenhum dos lados: é uma deficiência na compreensão que causa os problemas.

De um lado você tem os "hard core Geeks" que assumem que todos que usam Linux são geeks. Isto significa que eles esperam um alto nível de conhecimento, e sempre são acusados de serem arrogantes, elitistas e rudes. E, para dizer a verdade, as vezes é isso que eles são. Mas muito freqüentemente não são: é ser elitista dizer: "Todos deveriam saber isso." Não é elitista dizer: "Todos sabem isso." - exatamente o oposto.

Do outro lado você tem os novos usuários que estão tentando fazer a troca depois de uma vida de uso de SOs comerciais. Esses usuários estão acostumados com software que qualquer pessoa pode sentar & usar.

As questões aparecem devido ao grupo 1 ser formado por pessoas que têm prazer em serem capazes de desmontar seus SOs e remontá-los da forma que eles desejarem, enquanto que as pessoas do grupo 2 tendem a ser indiferentes à forma como o SO funciona, desde que ele funcione.

Uma situação paralela que pode enfatizar o problema é o Lego. Imagine o seguinte:

Novato: Eu quero um novo carrinho de brinquedo, e todos estão apaixonados pelos grandes carros Lego. Então eu comprei um Lego, mas quando eu cheguei em casa, eu só tinha uma carga de tijolinhos, engrenagens e outras coisas na caixa. Onde está meu carro??

Maduro: Você tem que montar o carro a partir das peças. Este é o ponto central do Lego.

Novato: O que??? Eu não sei como montar um carro. Eu não sou mecânico. Como eu vou saber como por as peças em seus lugares??

Maduro: Tem um folheto dentro da caixa. Lá é mostrado exatamente como juntar as peças para montar o carro. Você não precisa saber como fazer, você só precisa seguir as instruções.

Novato: OK, encontrei as instruções. Vai levar horas para montar! Porque eles simplesmente não o vendem como um carro de brinquedo, ao invés de fazer você montá-lo??

Maduro: Porque nem todo mundo quer fazer um carrinho com o Lego. Pode-se fazer qualquer coisa que quiser. Este é o ponto.

Novato: Eu continuo não vendo porque eles não vendem como um carrinho e assim quem quer um pode tê-lo e as outras pessoas podem desmontar se quiserem. De qualquer forma eu finalmente consegui por tudo junto, mas algumas peças estão se desprendendo. O que eu faço? Posso colar?

Maduro: É um Lego. Foi projetado para vir desmontado. Este é o ponto.

Novato: Mas eu não o quero separado. Eu só quero um carrinho!

Maduro: Mas então porque você comprou uma caixa de Lego??

Está perfeitamente claro para todo mundo que Lego não é realmente feito para quem só quer um carrinho de brinquedo. Você não ouve conversas como essa na vida real. O ponto central do Lego é que você se diverte montando e que você pode fazer qualquer coisa com ele. Se você não tem interesse em montar nada o Lego não é para você. Isto é obvio.

Desde o longo tempo em que o usuário de Linux está envolvido é a mesma verdade para o Linux: é um conjunto de software de código aberto totalmente adaptável. Este é o ponto central. Se você não quer explorar um pouco os componentes, porque diabos usá-lo?

Mas um grande esforço foi feito recentemente para tornar o Linux mais adequado para os não-hackers, uma situação que não está muito distante de vender kits de Lego pré-montados, de forma a fazê-lo mais atrativo para o grande público. Por isso você ouve conversas que não estão distantes daquela acima: novatos reclamam da existência daquilo que os usuários estabelecidos consideram ser características fundamentais, e ressentem-se por ter que ler o manual para fazer algo funcionar. Reclamam de haver muitas distribuições, ou que o software tem muitas opções de configuração; ou que não funcionam perfeitamente quando instalados; é como reclamar que o Lego pode ser encontrado em muitos modelos e não como de fato que ele pode ser desmontado em partes e montado em muitas outras coisas.

Então, para evitar o problema #3b: basta lembrar que o Linux parece ser agora o que não era no passado. A maior e mais necessária parte da comunidade Linux, os hackers e os desenvolvedores, gostam do Linux porque eles podem montá-lo da forma que eles gostam; eles não gostam do Linux apesar de ter que fazer toda a montagem antes que possam usá-lo.

Problema #4: Feito para os projetistas

Na indústria automobilística, muito raramente se encontra a situação onde a mesma pessoa fez o projeto da parte mecânica e do interior do veículo: Isso pede habilidades totalmente diferentes. Ninguém quer um motor que somente pareça que ele possa ir rápido e ninguém quer um interior que funcione muito bem mas seja apertado e feio. E da mesma forma, na indústria de software, a interface com o usuário não é normalmente criada pela pessoa que escreveu o software

No mundo Linux, entretanto, esse é o caso muitas vezes: os projetos começam como o brinquedo de uma pessoa. Ele faz tudo por si próprio e portanto a interface não tem necessidade de nenhum tipo de características "amigáveis": O usuário conhece tudo que precisa sobre o software, ele não precisa de ajuda. O Vi é um bom exemplo de software deliberadamente criado para um usuário que conhece como ele funciona: não é desconhecido que um novo usuário pode rebootar sua máquina para sair do vi.

Entretanto, existe um diferença importante entre um programador FOSS (Free & Open Source Software) e muitos escritores de software comercial: O software que um programador FOSS cria é o software que ele tenciona usar. Então embora o resultado final não seja tão "confortável" para o usuário novato, ele pode ter algum conforto em saber que o software foi feito por alguém que conhece as necessidades do usuário final: ele também é um usuário final. Isso é muito diferente dos escritores de softwares comerciais, os quais estão escrevendo software para outras pessoas usarem: eles não são reconhecidamente usuários finais

Então enquanto o vi tenha uma interface que é terrivelmente não amigável para os novos usuários ele ainda está em uso atualmente porque é reconhecidamente funcional. O Firefox foi criado por pessoas que regularmente navegam pela Internet. O Gimp foi feito por pessoas que o usam para manipular arquivos gráficos. E assim por diante.

Assim, a Interface Linux é freqüentemente um campo minado para o novato: a despeito de sua popularidade o vi nunca será considerado por um novo usuário quando ele quiser fazer pequenas alterações em um arquivo. E se você está usando um software que está em seu início do ciclo de vida, você freqüentemente vai encontrar na lista de coisas "por fazer" (ToDo List) uma interface com o usuário polida e amigável: a funcionalidade vem em primeiro lugar. Ninguém projeta uma interface matadora e então tenta adicionar funcionalidade. Ele cria funcionalidade e então melhora a interface aos poucos.

Então para evitar o problema #4: Procure por software visando especificamente ser fácil para os novos usuários, ou aceite que alguns softwares têm uma curva de aprendizado mais íngreme do que você está acostumado. Reclamar que o vi não é amigável para os novos usuários é pedir para ser acusado de não ter percebido a questão.
Problema #5: O mito do "amigável"

Esse é um grande mito. É um termo muito usado no mundo da informática "amigável". Mas não é um bom termo.

O conceito básico é bom: Que o software seja feito com as necessidades do usuário em mente. Mas é sempre citado como um conceito único, o que não é.

Se você gasta sua vida toda processando arquivos texto, o software ideal para você será rápido e poderoso, permitindo que você produza muito trabalho com o mínimo de esforço. Atalhos simples de teclado e operação não dependente do mouse será de importância vital.

Mas se você muito raramente editar arquivos texto, e somente desejar escrever uma carta ocasional, a última coisa que você vai querer é se esforçar para aprender atalhos de teclado. Menus bem organizados e ícones claros nas Barras de Ferramentas serão seu ideal.

Claramente, o software projetado para as necessidades do primeiro usuário não será adequado para o segundo e vice-versa. Então, como pode algum software ser chamado de "amigável", se todos nós temos diferentes necessidades?

A resposta simples é: Amigável é um nome equivocado, e que faz uma situação complexa parecer simples.

O que "amigável" realmente significa? Bem, no contexto no qual é usado software amigável significa "Software que pode ser usado com um nível razoável de competência por um usuário sem prévia experiência no software." Isso tem o efeito indesejado de fazer com que aquela interface 'ruim mas familiar' cair na categoria de "amigável".

Sub-problema #5a: Familiar é amigável

Então é isto que temos no Editor de Textos mais amigável, você pode cortar e colar pelo uso de Ctrl-X e Ctrl-V. Totalmente não intuitivo, mas todos estão acostumados com essas combinações, então eles contam como uma combinação "amigável".

Quando alguém usa o vi e descobre que se usa o "d" para cortar e o "p" para colar não considera "amigável": Não é o que estamos acostumados.

Isto é superior? Na verdade é.

Com o método Ctrl-X, como você corta uma palavra do documento em uso? (Sem usar o mouse!)

Do início da palavra, Ctrl-Shift-Seta Direita para selecionar a palavra.
Então Ctrl-X para cortar.

O método vi? dw apaga a palavra.

E se quisermos cortar cinco palavras em uma aplicação Ctrl-X?
Do início das palavras, Ctrl-Shift-Seta Direita
Ctrl-Shift-Seta Direita
Ctrl-Shift-Seta Direita
Ctrl-Shift-Seta Direita
Ctrl-Shift-Seta Direita
Ctrl-X

E com o vi?

d5w

O método vi é muito mais versátil e na verdade mais intuitivo: "X" e "V" não são óbvios ou memorizáveis para os comandos "Cortar" e "Colar", enquanto "dw" para "delete a word" (apague uma palavra), e "p" para "put it back" (ponha-a de volta) é perfeitamente direto. Mas "X" e "V" é o que todos conhecem, então embora o vi seja claramente superior, não é familiar. Logo, é considerado não amigável. Ou, em outras bases, familiaridade puramente faz com que uma interface parecida com o Windows seja amigável. E como nós aprendemos no problema #1, o Linux é necessariamente diferente do Windows. O Linux sempre parecerá ser menos "amigável" que o Windows.

Para evitar o problema #5a, tudo que realmente você tem que fazer é tentar se lembrar que "amigável" não significa "O que eu estou acostumado": Tente fazer as coisas do seu jeito habitual, se não funcionar, tente trabalhar como um novato faria.

Sub-problema #5b: Ineficiente é amigável

Isto é triste mas é um fato sem escapatória. Paradoxalmente, quanto mais afinco você tiver para usar uma funcionalidade de uma aplicação, mais amigável ela parecerá ser.

Isto é assim porque amigabilidade é adicionada a uma interface pelo uso de 'chaves' simples e visíveis - quanto mais, melhor. Afinal de contas, se um novato for colocado em frente de um Processador de Textos WYSIWYG e lhe for pedido para tornar uma parte do texto em negrito, O que é mais provável:

* Ele pensará que "Ctrl-B" é o padrão usual;

* Ele procurará por dicas, e tentará clicar no menu "Editar" menu. Sem sucesso, ele tentará o próximo na coluna de menus: "Formatar". O novo menu tem uma opção "Fonte", o que parece ser promissor. E então a nossa opção "Negrito". Sucesso!

Da próxima vez que você usar qualquer Processador de Textos, tente fazer todo o trabalho pelos menus: Sem usar teclas de atalho nem ícones das Barras de Ferramentas. Você se verá rastejando, pois todas as tarefas exigem uma quantidade de toques ou cliques do mouse.

Fazer software "amigável" desta forma é como colocar rodinhas na bicicleta: Ela não te deixa cair e te permite andar imediatamente, sem exigir nenhuma habilidade ou experiência. É perfeito para um iniciante. Mas ninguém pensa que todas as bicicletas devam ser equipadas com rodinhas: se você tiver uma bicicleta destas atualmente, posso apostar que a primeira coisa que você fará será removê-las por serem um estorvo desnecessário: Uma vez que você aprendeu a andar de bicicleta, as rodinhas são desnecessárias.

E da mesma forma, uma grande parte do Software para Linux é feita sem "rodinhas" - é feita para usuários que já tenham algumas habilidades. Além do mais, ninguém é um novato permanente: a ignorância tem vida curta e o conhecimento é para sempre. Então, o software é feito tendo em mente a maioria.

Isso pode parecer uma desculpa: Além do mais, o MS Word tem todos os menus amigáveis e todos os botões nas Barras de Ferramentas e tem teclas de atalho... O melhor de todos os mundos, certo? Amigável e eficiente.

Entretanto, isso precisa ser posto em perspectiva: Primeiro, as praticidades: tendo menus e Barras de Ferramentas e atalhos e tudo mais significa uma grande quantidade de código e não são como os desenvolvedores de Linux são pagos pelo tempo dispendido. Segundo, ainda assim não leva realmente em conta os usuários habilidosos: Pouquíssimos profissionais usam o MS Word. Encontre um programador que use MS Word? Compare com aqueles que usam emacs & vi.

Porque é assim? Primeiro, porque algumas condutas "amigáveis" excluem conduta eficiente: Veja o exemplo do "Cortar & Colar" acima. E segundo, porque muito da funcionalidade do Word está amarrada em menus que você tem que usar: Somente as funcionalidades mais comuns tem aqueles botões acessíveis na Barra de Ferramentas no topo. As funções menos usadas que também são vitais para usuários sérios não tem um acesso tão facilitado.

Algo a se ter em mente, entretanto, é que as "rodinhas" estão com freqüência disponíveis para o Linux: Elas podem não ser óbvias, mas freqüentemente estão disponíveis.

Pegue o mplayer. Você o usa para exibir um arquivo de vídeo digitando mplayer nome_do_arquivo em um terminal. Você avança e retrocede usando as teclas de setas e as teclas "PageUp" e "PageDown". Isto não é excessivamente "amigável". Entretanto, se ao invés você digitar gmplayer nome_do_arquivo você obterá uma interface gráfica com todos os botões amigáveis e familiares.

Para converter um CD para MP3 (ou Ogg): Usando a linha de comando, você precisa usar o cdparanoia para converter os arquivos para o disco. Então você precisa de um codificador... É uma luta, mesmo que você saiba exatamente como usar os pacotes. Então, instale algo como o Grip. É um "front-end" gráfico fácil de usar que usa o cdparanoia e os codificadores atrás dos bastidores para tornar realmente fácil "ripar" CDs, e tem ainda suporte CDDB para nomear os arquivos automaticamente para você.

O mesmo acontece para "ripar" DVDs: O número de opções para passar para o transcode é um pequeno pesadelo. Mas usando o dvd::rip para conversar com o transcode por você faz tudo ficar muito simples, processos baseados em interface gráfica que qualquer um pode fazer.

Então, para evitar o problema #5b: Lembre que as "rodinhas" tendem a ser um extra no Linux, ao invés de serem automaticamente fornecidas com o produto principal. E algumas vezes as "rodinhas" simplesmente não podem ser partes do projeto.

Problema #6: Imitação versus Convergência

Um argumento muito usado pelas pessoas quando elas descobrem que o Linux não é um clone do Windows que eles querem é insistir que é isso que o Linux tem tentado ser (ou deveria ter tentado) desde que foi criado e o que estão erradas essas pessoas que não reconhecem isso e não ajudam o Linux ser mais "Windows-like". Eles tem muitos argumentos para isso:

O Linux veio da interface de linha de comando para a interface gráfica, uma tentativa clara de copiar o Windows.

Bela teoria, mas falsa: O sistema X original foi liberado em 1984, como sucessor do sistema W portado para o UNIX em 1983. O Windows 1.0 foi liberado em 1985. O Windows não foi considerado seriamente até a versão 3, liberada em 1990 - nesta época, o X Windows já estava há anos no estágio X11 que é usado até hoje. O Linux só apareceu em 1991. Então, o Linux não criou uma interface gráfica para copiar o Windows: ele simplesmente fez uso de uma que existia muito antes do Windows aparecer.

O Windows 3 mostrou o caminho para o Windows 95 - trazendo grandes inovações na Interface Gráfica que a Microsoft não igualou desde então. Ele trouxe novos & inovadores recursos: funcionalidade de Arrastar & Soltar; Barras de Tarefas e muitas outras. Todas elas obviamente copiadas pelo Linux.

Realmente. . . não. Todos os recursos acima existiam antes da Microsoft fazer uso deles. O NeXTSTeP em particular foi um avanço enorme (para a época) e é significativamente anterior ao Windows 95 - a versão 1 foi liberada em 1989 e a versão final em 1995.

Ok, Ok, então a Microsoft não foi a criadora original dos recursos que nós pensamos que seja o estilo Windows. Mas ela criou um estilo e o Linux vem tentando imitá-lo desde então.

Para ridicularizar isso, deveríamos discutir o conceito de evolução convergente. Isto é, como dois sistemas completamente diferentes e independentes desenvolvem-se ao longo do tempo tornando-se muito similares. Acontece o tempo todo em biologia. Por exemplo, tubarões e golfinhos. Ambos são (tipicamente) organismos marinhos comedores de peixes com o mesmo tamanho. Ambos têm nadadeiras dorsais e peitorais, caudas e perfis aerodinâmicos similares.

Entretanto, os tubarões evoluíram de peixes, enquanto os golfinhos evoluíram de um mamífero quadrúpede terreno. A razão de terem uma aparência muito similar é que ambos evoluíram para serem tão eficientes quanto possível para viverem em um ambiente marinho. Em nenhum estágio os pré golfinhos olharam para os tubarões e pensaram "Wow, olhe essas nadadeiras. Elas funcionam bem. Vou tentar evoluir da mesma forma!"

Similarmente, é perfeitamente verdadeiro que os desktops antigos do Linux como o FVWM e o TWM eram interfaces gráficas simplistas. E que os desktops modernos como o Gnome & e o KDE com suas barras de tarefas e menus são visualmente atraentes. E sim, é verdade que eles são muito mais parecidos com o Windows do que costumavam ser.

O Windows 3.0 não tinha barras de tarefas que eu me lembre. E o menu Iniciar? Qual menu Iniciar?

O Linux não tinha um desktop moderno como o Windows. Nem a Microsoft também. Agora ambos têm. O que isso quer dizer?

Quer dizer que os desenvolvedores de ambos os campos procuraram formas de melhorar a Interface Gráfica, e porque existem somente um número limitado de soluções para o problema, ambos usaram métodos muito similares. Similaridade não prova ou implica imitação de forma nenhuma. Relembrar disso ajudará você a evitar perder-se no território do problema #6.

Problema #7: Essas coisas de Software Livre.

Oh, isso causa problemas! Não necessariamente: O software ser livre é uma parte imensamente importante e maravilhosa do todo. Mas entender quanto é diferente o software livre do software proprietário pode ser um ajuste muito grande para algumas pessoas fazerem.

Eu já mencionei alguns exemplos disso: Pessoas pensando que eles podem exigir suporte técnico e coisas semelhantes. Mas vai muito além disso.

A missão da Microsoft é "Um computador em cada escrivaninha." - com a cláusula não escrita que cada computador deve estar rodando o Windows. Tanto a Microsoft como a Apple vendem Sistemas Operacionais e ambas fazem o máximo para terem certeza que seus produtos sejam usados pelo maior número de pessoas: Elas são empresas, vivem para fazer dinheiro.

E então apareceu o Software Livre. O qual, mesmo atualmente, é quase inteiramente não comercial.

Antes que você me mande um e-mail falando sobre o Red Hat, SuSE, Linspire, etc: Sim, eu sei que elas "vendem" Linux. Eu sei que todos amam o Linux e querem que ele seja adotado universalmente, especialmente no seu sabor. Mas não confunda fornecedores com fabricantes. O núcleo do Linux não foi criado por uma companhia e não é mantido por pessoas que estão em busca de lucro com ele. As ferramentas GNU não foram criadas por uma companhia e não são mantidas por pessoas preocupadas em ter lucro com elas. O sistema gráfico X11. . . bem, a mais popular implementação é atualmente o xorg e a parte ".org" diz a você tudo que você precisa saber. Software para desktop: bem, você deve ser capaz de fazer caso do KDE ser comercial, uma vez que ele é baseado no Qt. Mas Gnome, Fluxbox, Enlightenment, etc. são todos sem fins lucrativos. Existem pessoas que vendem Linux, mas são a minoria.

Incrementar o número de usuários finais do software proprietário leva a um beneficio financeiro direto para a companhia que o faz. Este não é o caso do Software Livre: Não há benefício direto para qualquer desenvolvedor de Software Livre em aumentar a base de usuários. Benefícios indiretos, sim: satisfação pessoal; um potencial crescente de encontrar bugs; maior possibilidade de atrair novos desenvolvedores; possivelmente a chance de receber uma boa proposta de trabalho; etc;

Mas o Linus Torvalds não ganha dinheiro pelo aumento do uso do Linux. Richard Stallman não ganha dinheiro pelo aumento do uso do GNU. Todos esses servidores rodando OpenBSD e OpenSSH não põem um centavo na carteira do projeto OpenBSD. E então nós chegamos ao maior problema de todos quando chegamos aos novos usuários e o Linux:

Eles acham que não são desejados.

Novos usuários chegam ao Linux depois de terem passado a vida toda usando um Sistema Operacional onde a necessidade dos usuários finais é soberana e "amigável" e "foco no cliente" são considerados verdadeiros Santos Graais. E então subitamente se encontram usando um SO que ainda baseia-se em arquivos "man", linha de comando e arquivos de configuração editados à mão e Google. E quando eles reclamam não são afagados ou recebem promessa de coisa melhor: a porta lhes é mostrada sem sensibilidade.

Há um certo exagero aqui, é claro. Mas é como muitos usuários potenciais de Linux percebem as coisas quando eles tentam e falham em fazer a troca.

Software Livre é realmente um método muito egoísta de desenvolvimento: as pessoas só trabalham no que elas querem, quando elas querem. Muitas pessoas não vêem nenhuma necessidade de fazer o Linux mais atrativo aos novos usuários sem experiência: já fizeram o que eles queriam fazer, porque devem se preocupar se não funciona para outras pessoas?

Software Livre tem muitas semelhança com a própria Internet: Você não paga o escritor da página/do software para baixar e ler/instalar ela(e). Banda larga onipresente/Interface amigável não é de grande interesse para alguém que já tem banda larga/sabe como usar o software. Bloggers/Desenvolvedores não precisam ter muitos leitores/usuários para justificar seus blogs/códigos. Existem muitas pessoas fazendo muito dinheiro, mas não é pelo antiquado método "Eu sou dono disso e você tem que me pagar se você quiser um pouco" pelo qual muitas empresas são tão apaixonadas; é pelo fornecimento de serviços como suporte técnico/comércio eletrônico .

Para o Linux não interessa a divisão de mercado. O linux não tem clientes. O Linux não tem acionistas, ou a responsabilidade do topo. O Linux não foi criado para fazer dinheiro. O Linux não tem a meta de ser o mais popular e difundido SO no planeta.

Tudo que a comunidade Linux quer é criar um Sistema Operacional livre, realmente bom e cheio de recursos. Se disso resultar que o Linux se torne um SO tremendamente popular será ótimo. Se disso resultar em o Linux tenha a Interface mais intuitiva e amigável jamais criada então será ótimo. Se isso resultar em o Linux se torne a base de uma indústria multi-bilionária então será ótimo.

Será ótimo, mas não é o objetivo. O objetivo é fazer o Linux ser o melhor SO que a comunidade for capaz de fazer. Não para outras pessoas: para ela mesma. As questões tão comuns "O Linux não estará pronto para o Desktop enquanto não fizer isso ou aquilo são simplesmente irrelevantes: a comunidade Linux não está tentando tomar o Desktop. Eles realmente não se importam se são bons o suficiente para ir para o seu Desktop, desde que ele seja bom o suficiente para permanecer nos Desktops deles. Os barulhentos odiadores da Microsoft, fanáticos pelo Linux e fornecedores lucrativos de Software Livre podem ser espalhafatosos, mas ainda são minoria.

Isto é o que a comunidade Linux quer: um SO que possa ser instalado por quem quer que realmente queira. Então, se você está considerando mudar para o Linux, primeiro se pergunte o que você realmente quer.

Se você quer um SO que não leve você para passear, mas dê a você as chaves, coloque-o no banco do motorista e presuma que você sabe o que fazer: Obtenha o Linux. Você vai ter que dedicar algum tempo para aprender como usar, mas uma vez que você tenha feito isso, você terá um SO que você poderá "tirar para dançar".

Se você realmente só quer um Windows sem os "malwares" e questões de segurança: Leia sobre as boas práticas de segurança; instale um bom firewall, detector de malwares e anti vírus; substitua o IE por um browser mais seguro; e mantenha-se atualizado sobre segurança. Existem pessoas por ai (incluindo eu mesmo) que usou o Windows desde os dias do 3.1 até o XP sem que nunca tenha sido infectado por um vírus ou malware: você também pode fazer isso. Não vá para o Linux: ele vai falhar miseravelmente em ser o que você quer que ele seja.

Se você realmente quer a segurança e a performance de um SO baseado no Unix mas com uma atitude focada no cliente e uma mundialmente famosa interface: compre um Apple Mac. O OS-X é formidável. Mas não pegue o Linux: Ele não fará o que você quer que ele faça.

Não se pergunte: "Por que devo querer o Linux?". Pergunte-se: "Por que o Linux me quer?"

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